Cuidado de paciente diabético tem três pilares: rotina de refeição (horários fixos, sem beliscar, controle de carboidrato), controle glicêmico (medição regular com o aparelho, atenção a hipo e hiperglicemia) e cuidado com o pé (inspeção diária, calçado sempre fechado, unha reta, hidratação com creme apropriado).
O ponto que mais confunde família é o papel do cuidador vs. do técnico de enfermagem. Cuidador supervisiona a auto-aplicação e mede glicemia; técnico ou enfermeiro aplica insulina propriamente dita (agulha na pele). Se paciente ainda consegue aplicar sozinho e só precisa lembrete e supervisão, cuidador basta. Se paciente perdeu autonomia manual (Parkinson, AVC, demência avançada), contrate técnico de enfermagem.
O outro cuidado é o pé diabético. Neuropatia diabética diminui a sensibilidade nos pés — paciente pode pisar em prego e não sentir. Cuidador experiente faz inspeção DIÁRIA dos pés, hidrata com creme (evitando espaço entre dedos), corta unha reta, orienta calçado sempre fechado. Qualquer ferida, por menor que seja, é comunicada imediatamente — pé diabético cicatriza mal e pode evoluir pra amputação se ignorado.